Laura queria brincar, mas aos 10 anos já precisava lidar com o fato de ser mãe

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Aos 10 anos, Laura* só queria brincar e ser criança, mas a menina já lidava com situações muito complicadas e tristes. Após o falecimento de seu pai sua mãe casou-se novamente. O padrasto de Laura abusava sexualmente dela com frequência, sem que as pessoas ao seu redor percebessem.

Quando desceu a sua primeira menstruação, veio também a notícia de que ela seria mãe. Ainda criança, Laura não entendia direito o que estava acontecendo.

Ela foi encaminhada para um abrigo em sua cidade (no interior de São Paulo), onde conheceu Patrícia*, Diretora da organização social. “Eu não acreditei quando vi Laura. Apenas 10 anos e grávida de seu padrasto”. Sem pensar duas vezes, a Diretora se envolveu com a história.

Apesar de ter recebido atendimento psicológico durante a gravidez, Laura tinha dificuldade em aceitar a criança e criar vínculos com o bebê, consequentemente, a justiça decidiu enviá-lo para um abrigo.

Após alguns anos de terapia, Laura começou a superar o ocorrido, entendendo que teve seu direito violado e que transferia para o seu filho os sentimentos em relação ao padrasto. No mesmo momento, ela conheceu Lucas*, um rapaz muito responsável que não só compreendia a história dela como a apoiava.

Juntos decidiram tentar recuperar a guarda do filho de Laura, e depois de cinco anos de tentativas na justiça, conseguiram. Era um novo começo para os três!

Atualmente, Laura é casada com o Lucas, união que resultou em um segundo filho. A família vive feliz e Laura nunca mais esqueceu do apoio de Patrícia, que teve papel importante nesta história de superação.

“É impossível não lembrar do que sofremos juntas naquela época. Mas, agora, ela está bem resolvida e muito bem. Conseguiu reconstruir sua vida”, completa Patrícia* emocionada.

Fundação Abrinq, por meio do Programa Nossas Crianças, apoia instituições como a de Patrícia, que promovem os direitos da criança e do adolescente, oferecendo-os uma qualidade de vida melhor.

História real. Depoimentos capturados durante o encontro de organizações sociais, realizado pela Fundação Abrinq. 

* Nomes fictícios para proteger a identidade das crianças e adultos. Foto de banco de imagens. 

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