Dificuldades da maternidade: Vanessa só conseguiu amamentar sua filha dois dias após o parto

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Como a maioria das gestantes, Vanessa contava os dias para ver sua filha nascer. Queria conhecê-la, ver seus traços, poder amamentá-la. Entretanto, não sabia que para conseguir coisas básicas de toda maternidade, precisaria passar por momentos tão difíceis.

No dia 31 de março, Vanessa começou a sentir dores, normais para o período da gestação, no dia seguinte, 1 de abril, deu entrada no hospital em que Esther nasceu, em Aracaju (SE). Apesar de chegar no período da tarde, a pequena só veio ao mundo às 23h42. Esther estava bem e saudável, mas Vanessa, já na sala de observação, começou a sentir fortes dores.

Com os quartos ocupados, a mãe de primeira viagem precisou esperar a liberação no corredor da sala em que estava antes. Como de costume, as enfermeiras levaram Esther até ela para que pudesse ser feita a primeira mamada, fundamental para a criança, mas com tanta dor, Vanessa não conseguiu amamentá-la e, com o coração apertado, pediu para que as enfermeiras a pegassem. Sem saber, Vanessa estava com hemorragia.

Na manhã do dia 2, o quarto foi liberado e às 10h Vanessa foi levada para ele, exausta, só queria descansar. Ao chegar no local, seu quadro clínico se agravou e ela passou a ter desmaios. Sua família, ao questionar a equipe do hospital, foi informada que o médico só passaria para vê-la no dia seguinte. Sem aceitar, insistiram que Vanessa não poderia ficar tanto tempo na situação em que se encontrava. Em seguida, ela foi direcionada à sala de parto novamente para observação. No local, a mãe recebeu transfusão de sangue e os médicos fizeram uma avaliação de seu útero para tentar identificar a causa da hemorragia.

“Eu me alimentei corretamente, almocei, mas mesmo assim ainda estava tendo alguns desmaios. Eu não sei o motivo da minha hemorragia, porque os médicos não me explicaram”, conta Vanessa Dias.

Enquanto Vanessa estava sendo socorrida, as enfermeiras recorreram ao banco de leite para alimentar Esther.

“É um sentimento muito triste de não conseguir e eu via as outras mães amamentando e perguntava se minha filha estava comendo, as enfermeiras me falavam, mas não poder dar leite para o seu filho, não poder ficar junto nesse momento especial é triste”, lembra a mãe emocionada.

Vanessa retornou ao quarto, mas só conseguiu amamentar a sua filha pela primeira vez na manhã do dia 3 — dois dias após o nascimento —, quando pôde ter a experiência que tanto queria com sua bebê: “Foi uma sensação inexplicável, saber que é a perfeição da natureza, o próprio corpo produz o sustento da criança”, explica aliviada.

Após 4 dias no hospital e com o quadro clínico estabilizado, Vanessa e Esther receberam alta e puderam descansar em casa com a família.

Atualmente, a pequena está com 4 meses e a mãe conta orgulhosa que a filha está recebendo aleitamento materno exclusivo. Seu desejo é que Esther tenha muita saúde e toda a família possa ter prosperidade.

Apesar do trauma vivenciado no parto, Vanessa conta que não tem dificuldades em praticar o aleitamento materno e afirma que ser mãe foi uma realização:  “Ser mãe é uma dádiva e o aleitamento é um momento único. Espero que toda mãe possa ter esse prazer de passar por esse momento inexplicável”, finaliza.

Bancos de Leite Humano 

São instituições públicas vinculadas a hospitais infantis e maternidades. Elas promovem o aleitamento materno e são responsáveis pela coleta — algumas disponibilizam coleta domiciliar —, controle e distribuição do alimento.

Qualquer mulher saudável que produza mais leite do que o necessário pode se tornar doadora. Acesse https://rblh.fiocruz.br/localizacao-dos-blhs e veja os bancos próximos da sua região.

Além de ajudar as crianças que necessitam do leite materno, inclusive para sobrevivência, os Bancos de Leite Humano também oferecem apoio e orientação relacionada a amamentação às mães.

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