Marlene dos Santos

“Um trabalho feito com tanto amor, tanto cuidado, tanto carinho, as crianças ficam tão empolgadas que acabam afetando todo mundo”. É assim que a professora Marlene Pereira dos Santos descreve o Projeto “De Olho na Mina”, idealizado por ela na Escola Municipal Isolada Palmeira, em Formosa (GO), como parte do Projeto Escola no Campo, promovido pela parceria entre a Syngenta e a Fundação Abrinq – Save the Children.

O Projeto “De Olho na Mina” tem o objetivo de conscientizar os alunos sobre a preservação de uma fonte natural de água que abastece o assentamento Palmeira 2, onde fica a escola. Os outros assentamentos da região têm muitas dificuldades de abastecimento, por dependerem de poços artesianos, o que não acontece no Palmeira 2, exatamente por conta da fonte.

Essa diferença, sentida na pele por Marlene, que mora no assentamento Palmeira 3, que sofre com a falta de água, muitas vezes por vários dias, foi a motivação para ela propor o Projeto, em 2010. “Fui observando isso, e percebi que existe uma disparidade muito grande com relação à água nos assentamentos. Então pensei em porque não montar um projeto em que fosse possível propiciar aos alunos o conhecimento dessa área, com visitas, e tratar da questão ambiental, a partir da questão da água”, conta. “A ideia era, além do conhecimento, conscientizar o aluno a respeito do próprio consumo da água”, diz.

Hoje, a realidade da comunidade com relação à água mudou. Cerca de 700 alunos já participaram do Projeto, com atividades interdisciplinares realizadas em sala de aula, e visitas feitas à fonte, à estação de tratamento de água da cidade, ao lixão da região, entre outros locais. Tudo com o intuito de conscientizar as crianças e adolescentes para a o consumo consciente. Como resultado disso, toda a área do entorno da fonte foi transformada em uma reserva, mantida pelos próprios moradores através da Associação do Palmeira 2, tudo para a preservação da mina.

“Acredito que o que a gente está passando na escola está refletindo lá fora, na comunidade, dentro das famílias. Se a gente consegue atingir a criança ela se sente envolvida, e vai ficar feliz. E a tendência do aluno quando está feliz é ir para casa e passar para os pais também”, explica. “Tudo depende da motivação do professor. Se estou motivada com o que eu vou trabalhar, eu consigo motivar o meu aluno, e fazer com que ele participe, se envolva”, completa.

Para ela, o Projeto Escola no Campo é essencial nessa tentativa de envolver o aluno, por propiciar novas ferramentas aos professores. “Para mim, o Projeto foi uma das melhores coisas que aconteceu na escola. Foi muito significativo porque ele nos oportuniza fazer diferente, e esse fazer diferente com certeza faz a diferença, na vida da gente e na vida do aluno”, diz.

“Quando a gente vê os olhos dos alunos brilhando de alegria, de satisfação de estar ali, de poder colocar a mãozinha na massa e mexer junto, fazer, construir junto, são coisas que não têm preço. São momentos que quando a gente para pensar, e vê vale a pena”.

O Projeto Escola no Campo
Criado em 1991, por meio da parceria da Syngenta com a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, visa conscientizar as novas gerações sobre a necessidade de se preservar o meio ambiente. Desde 2009, conta com as ações estratégicas e o apoio técnico da Fundação Abrinq – Save the Children.

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